Maior centro de transplantes em ortopedia do país trabalha para melhorar a qualidade de vida dos pacientes Banco de Tecidos do Into é referência nacional


Maior centro de transplantes em ortopedia do país trabalha para melhorar a qualidade de vida dos pacientes Banco de Tecidos do Into é referência nacional
O transplante de órgãos é um tema bastante difundido dentro e fora da medicina, mas ainda pouco se fala da importância dos tecidos para transplante. O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) possui um banco de tecidos que é referência no Brasil inteiro e tem atuado para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O instituto é o segundo maior centro de transplantes em ortopedia do país e seu banco de tecidos dispõe de material músculoesquelético, córneas, escleras e pele. O banco tem uma estrutura de ponta e boa capacidade de armazenamento, contando com dez ultracongeladores que atingem uma temperatura de até -80ºC.
Ao contrário do órgão, que tem que ser captado e transplantado em pouco tempo, todo tecido deve ser preparado para ser transplantado. O banco do Into compreende todo o processo de preparação até o armazenamento e trabalha para garantir a qualidade e a segurança do material a ser utilizado nos transplantes.
O banco coordena a avaliação de potenciais doadores, a captação do tecido, o armazenamento e o processamento. Cada tecido tem uma maneira diferente de ser armazenado. O músculo-esquelético fica em ultracongeladores; já a córnea, a pele e as cartilagens ficam refrigeradas. Cada tecido é processado em uma área específica com controle de temperatura, pressão e número de partículas. Após o processamento, o tecido entra numa quarentena em que rodam todos os exames microbiológicos para avaliar se ele está apto. Depois disso, ele é liberado para o transplante – explica o coordenador do Banco de Tecidos do Into, Rafael Prinz.
O setor do Into é o único totalmente público a trabalhar com tecido músculo-esquelético e atende todo o país, respondendo à Central Nacional de Transplantes. É o principal banco que atende cirurgias ortopédicas. Até novembro desse ano, 726 tecidos músculo-esqueléticos foram captados pela instituição e 500 cirurgias de transplante ósseo foram realizadas com esse material. Desde 2013, o instituto também armazena córneas e ajuda na fila da Central de Transplantes do Estado do Rio de Janeiro. Em 2016, estima-se que 54% das córneas transplantadas no Estado foram provenientes do Into. O Banco de Pele foi inaugurado no primeiro semestre deste ano e já teve 18 doações captadas, mas ainda aguarda sua primeira demanda de transplante. O material de pele é muito importante para pacientes com queimaduras extensas, funcionando como um curativo biológico que permite uma melhor recuperação do paciente e diminui o tempo de internação.
Rafael Prinz destaca, ainda, que o diferencial de ter um banco de pele no Into é a expertise que o instituto já tem com o tecido músculo-esquelético: – Já abordamos o mesmo doador para tecido músculo-esquelético e para pele. Já agregamos todo o conhecimento dos nossos profissionais e trabalhamos para que os doadores de músculo-esquelético sejam também potenciais doadores de pele. Assim, mandamos uma equipe só, que já faz toda a captação. E isso também é uma economia importante de recursos. Temos, na verdade, três bancos em um só – ressalta. Segundo ele, a principal dificuldade em relação à doação de pele é a falta de informação do público em geral sobre a possibilidade de doação e o processo, já que a captação compreende apenas uma área pequena e superficial da pele e em nada compromete a integridade do corpo. Para ele, a conscientização da população é um fator importante para captar mais doadores
Fonte: Jornal do CREMERJ – Dez 2017 https://www.cremerj.org.br/jornais/download/216

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